segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Babaca Rico do Ano

Eu fico lendo os jornais e me dá uma azia brutal. Especialmente as colunas sociais.

Todos os filhos da puta do poder tão lá. O filho do cara que deu golpe no mercado financeiro. O filho do cara que quebrou um monte de lojas por especulação. O filho do cara envolvido com um escândalo bancário e de tráfico de influência.

E o que as colunas sociais dizem? "Fulaninho" - reparem que esses babacas ricos sempre são chamados por diminutivos ou nomezinhos fofos. Como Ricky, Ricardinho, Ri, essas coisas, acrescido do nome poderoso de família - "Fulaninho de Tal" foi visto com sua nova namorada, a modelo Delgada Anoréxica. "Paulinho" da Grana desfilou em Aspen com sua nova conquista, a global "Modelo Barra Atriz".

Porra!!! Os pais dos caras deram golpe, caralho!!! Passaram a perna em meio mundo, roubaram a grana de um monte de gente, e os filhos tão aí pagando de gatão, catando tudo que é mulher e ainda sendo apontados como modelos de comportamento masculino, como sonho de conquista da mulherada.

Brother, vai dar o cu. Que merda de sociedade é essa??? Filho de bandido pobre se fode, nem pra visitar o pai na cadeia em paz consegue - tem que levar a comida numa embalagem transparente, que o guarda da cadeia enfia a mão pra ver se tem coisa escondida, tem que ficar pelado e de cócoras pra ver se cai droga ou celular do cu.

E filho de bandido rico? Tá catando mulherada, apresentando programa de TV e sendo desejado pelas minas e invejados pelos caras.

Menos por mim.

É, rapeize, tô CAGANDO pra eles. Tenho certeza de que se eu estivesse num jantar com eles no Jockey Club, todo mundo ficaria rindo deslumbrado com um cara desses, e, no momento em que nossos olhares se cruzassem, eles iam perceber que EU SEI QUE ELES SÃO UNS BOSTAS.

Talvez até isso influenciasse numa brochada mais tarde quando eles estivessem comendo uma anoréxica modelo/atriz. Mas provavelmente não.

De qualquer modo, sempre que eu vejo esse lixo de gente me vem à cabeça o Concurso Babaca Rico do Ano do Monty Python, que eu colei abaixo.

Falta legenda, mas acho que dá pra sacar do que se trata.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

O Nevoeiro

Fui assistir recentemente "O Nevoeiro" (The Mist - e não, não é a banda de metal de BH), baseado numa estória do Stephen King.

Quando meus amigos disseram que era baseado no Stephen King eu já fiquei meio assim. Sei lá, pensei, o cara tem um monte de série na TV, toneladas de estórias filmadas, uma pá de livro, deve ser um filme bunda. Mas como quem me recomendou foi muito enfático na qualidade do filme, acabei indo assisti-lo.

Ainda bem que venci meu preconceito (e é preconceito mesmo, um lance meio novidadeiro besta - porque o cara escreve faz décadas então a produção dele é ruim? Ponto negativo pra mim...)

O filme é fodido! Fodaço! Desesperado, angustiante, assustador, surpreendente, e trágico. Incrivelmente trágico. Não vou estragar o clima de quem for assistir, mas aqui bem que podia ser utilizada aquela frase da entrada do inferno do Dante Alighieri: deixem aqui toda a esperança vocês que entram.

A trama se desenvolve numa pequena cidade americana onde um nevoeiro, vindo de uma base militar, toma a cidade. Mas antes disso, várias pessoas estão reunidas num supermercado comprando mantimentos, acreditando que se trata o nevoeiro do prenúncio de um furacão. E quando o nevoeiro chega essas pessoas ficam presas no supermercado, submetidas a estranhos acontecimentos.

O que rola fora do supermercado não é explicado até o meio do filme, o que aumenta a angústia. Só s sabe que há coisas lá fora, que machucaram uma pessoa e que fazem com quem saia no nevoeiro não volte mais.

É esse medo do desconhecido que gera o maior pavor do filme: a reação das pessoas presas no supermercado. Diante de uma situação limite as pessoas acabam fazendo opções filósoficas, políticas e comportamentais mais radicais, no sentido não de extremas, mas de próximas àquilo que realmente, no fundo, as motiva. Assim o povo preso no supermercado mostra o que tem de melhor e o que tem de pior no desenvolvimento da crise.

O melhor é a atuação do protagonista, um pai de família quarentão que está no supermercado com seu filho. O pior é o crescimento da influência de uma maníaca religiosa cristã, que vê nos acontecimentos um sinal da ira divina.

Daí em diante a situação vai se polarizando cada vez mais, e mesmo com monstros assustadores rondando o supermercado, o medo maior é das pessoas que estão lá dentro umas em relação às outras.

O final do filme é pior que um chute no saco. É como se alguém colocasse o saco num daqueles moedores de carne antigos, que eram fixados numa mesa. É a desgraça completa, a perdição absoluta, o questionamento visceral sobre quem somos e como reagimos com o que acontece, e o preço que se paga por isso.

Eu fiquei chocado, e adorei o filme.

Aqui um trailer chupinhado do Youtube:

sábado, 20 de setembro de 2008

Neoliberalismo Pra Inglês Ver

Bem, como eu presumo que se saiba, o neoliberalismo é aquela doutrina político-econômica que diz que o Estado não deve intervir na economia. Assim, as relações entre as pessoas devem ter o menor número de leis possível, devendo a maior parte do que se faz ser objeto de regulação pelo mercado. Numa síntese beeeem apertada, é isso.

E quem defende isso? Geralmente países com uma classe de proprietários de empresas - indústrias, serviços, agronegócio - que seja bem forte, que não queira leis sobre direitos do consumidor, direitos ambientais, direitos trabalhistas.

A estória toda é furada, pois quem defende essa idéia geralmente não admite o cinismo que tem por trás: essas empresas não querem o governo legislando CONTRA elas. Mas querem o governo legislando A FAVOR delas. Assim, por exemplo, nos Estados Unidos, se briga contra leis que dêem direitos ao consumidor e aos trabalhadores, mas, por outro lado, se exige que o governo crie leis protegendo o mercado do país contra importações e contra subsídios de outros países.

É mais ou menos como um casal onde o cara diz pra mulher que não quer que ela o chifre, mas ele continua a chifrar assim mesmo.

Bem, disse isso tudo porquê essa semana nós tivemos mais um exemplo lindo de como essa mentalidade neoliberal funciona: nos Estados Unidos o banco Leehman Brothers, a seguradora AIG e outras instituições financeiras anunciaram que iam quebrar.

SE o mercado realmente tivesse a capacidade que os neoliberais dizem que tem de se auto-regular, o que ele faria? Absorveria essa quebra, que - economicamente falando -iria causar prejuízos de um lado mas por certo geraria outros lucros e oportunidades de outro.

Então quem defende a economia de mercado deixou a seguradora quebrar, não é?

E-R-R-A-D-O! Claro que não. Mesmo o banco central americano não sendo diretamente um órgão do governo, é um órgão público, e tem recursos públicos, e acabou injetando na AIG a ninharia de 85 BILHÕES DE DÓLARES! Tá aqui, ó. E essa não é a primeira ajuda bilionária do dinheiro público americano a uma instituição financeira não. Com a quebra das instituições hipotecárias dos Estados Unidos no começo do ano, mais uns 200 BILHÕES foram disponibilizados pelo governo dos EUA pra ajudar essas empresas.

Eis aí a maravilha da economia de mercado: o governo fica na sua, não fazendo nada que não seja dar dinheiro quando a economia de mercado não funciona.

O que quem defende o neoliberalismo esquece de dizer é que esse dinheiro aí que eles recebem é público, é do povo americano.

Taí: no capitalismo os lucros sempre são privados, e os prejuízos são públicos.

A propósito, tô precisando de uma grana, só um milhãozinho. Será que o governo americano me empresta? Eu faço qualquer coisa!


Eu pareço bastante com esse cara da foto.
Também já fiquei pelado de óculos escuros.

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Louvado seja!

Que bom viver nestes dias de hoje!

Quando mais eu poderia descobrir - graças ao Metal Inquisition, claro - que existe uma banda de industrial-techno formado por um ex-integrante da banda de black-metal Emperor?

E quando eu saberia que ele faz suas performances maquiado de goblin? Ok, eu também não sabia que goblin é um duende do mal! Que nem os do Senhor dos Anéis.

Tô procurando uns trolls e orcs
pra montar um projeto de chorinho-rap.

Imagina quando eu ia pensar numa coisa dessas. Tô lá na balada - coisa muito comum, reconheço, mas tenho que dizer isso pros fins do texto - e de repente sobe no palco um monte de cabeludos com roupas de couro negro e o front-man é um duende do mal!

A-N-I-M-A-L!!!!

Olha aqui um video deles - esse é especialmente foda, pois o cara que personifica o duende está dando um rolê glacial sem camiseta, como se fosse um goblin à procura de alguma maldade pra fazer, como violentar uma virgem católica ou atormentar um deficiente mental. O que me faz considerar as brutais diferenças que existem entre esses personagens maléficos de outros países e os do Brasil. Aqui ele seria um saci e estaria atrás da Tia Anastácia pra, sei lá, sujar as roupas que ela deixou no varal, abrir o forno pro bolo murchar, essas coisas bunda que saci faz).

Olha o cara cantando:



Foda, né?

Que bom que eu vivo nestes dias de hoje.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Jogos Olímpicos de Pequim


Pra mim, desde o começo, pareceu ser muito conveniente a decisão do Comitê Olímpico de sediar os jogos de 2008 em Pequim. (Aqui fica uma dica pra outro post sobre essas associações de esportes internacionais, que são privadas, nada democráticas e fazem o que querem sem ninguém poder controlar ou exigir nada). É um enorme mercado consumidor, quase todas as grandes empresas transnacionais estão lá, e o governo faz o que quer sem ninguém - sindicatos, oposição, ONGs - poder apitar nada.


É absurdo que um país que é campeão em violações aos direitos humanos, em violações ao meio-ambiente e de violações aos direitos dos trabalhadores receba tanto interesse da mídia assim e seja agraciado com os Jogos Olímpicos.


O que rola é que hoje em dia as empresas querem fazer um lucro muito maior do que fizeram nos anos 70 a 90. E onde vai fazer esse lucro? Economizando em salários, adequação ambiental e impostos. Pra isso levam suas fábricas pra China. Lá quem tem dinheiro manda, e manda com o apoio do governo.


É bizarro o país se dizer comunista, já que é uma verdadeira ditadura capitalista. Não tem oposição, nem liberdade de expressão. O governo faz o que quer, e quem discorda vai pra campos de trabalho forçados. O acesso à internet é feito por apenas 17 cabos, que são monitorados por um exército de 30.000 funcionários do governo chinês. E como se isso não fosse suficiente, gigantes do sistema de buscas como o Google ainda aceitam as restrições do governo pra impedir acesso a sites considerados ilegais.


Assim, quem quiser pesquisar sobre Tibete, massacre da Praça da Paz Celestial, etc., não apenas não vai conseguir, como, se insistir, fica sem acesso e pode ser até preso.


Que beleza, né?


Algumas das cidades mais poluídas do mundo estão na China. E não poderia ser diferente, pois com todas as fábricas estrangeiras indo pra lá, e com empresários locais produzindo pra empresas transnacionais, a última coisa em que se vai pensar é no meio-ambiente. E aí se joga o lixo tóxico em qualquer lugar, não se colocam filtros nas chaminés, se despeja esgoto nos rios e lagos. Tudo pra abaixar os custos, com a conveniência do governo.


E outros custos abaixados são os dos empregados, que recebem uma merreca pra trabalhar numa jornada longuíssima, sem quaisquer direitos.


Aí o mundo inteiro aplaude a China, cita que ela é o futuro do capitalismo - e o pior é que é mesmo, é o cenário ideal dos sonhos capitalistas.


Por isso se ninguém boicota, eu boicoto os jogos. Não vou dar ibope pra quem patrocina isso, pra quem divulga isso, nem pra quem está lucrando com isso.


quinta-feira, 10 de julho de 2008

Ensaio Sobre Sexo Anal - Parte I

Estava aqui conjecturando sobre o sexo anal. Sempre tive essa fascinação pela bunda, e ao descobrir que nela havia um buraquinho penetrável, fiquei vidrado na idéia. Tanto que antes de perder a virgindade, TODAS as minhas fantasias sexuais eram com sexo anal. Foi só depois de conhecer os prazeres da penetração vaginal que passei a dar importância ao sexo convencional.

Não sei por qual razão fiquei assim. Freud pode explicar como uma fixação na fase anal, mas neste ponto acho que ele foi meio superficial e moralista, o que contextualizo pela época em que nasceu.

Será que foi o fato de eu ter crescido nos anos 80, e a TV estar pululando de imagens de bundas? Pode ser. A reabertura pós-ditadura foi vendida para o Brasil como a liberação não da liberdade de expressão e pluralismo político, mas, quase que essencialmente como a liberação da sexualidade, censurada nos anos de chumbo. Daí que em todos os lugares estava estampado o corpo feminino, e a preferência nacional, a bunda.

Não acho que o só fato da bunda ser a preferência nacional tenha me levado inevitavelmente ao sexo anal. Mas sem dúvida facilitou muito esta opção pela avalanche de estímulos que eu recebi naqueles dias.

Musa do bumbum dos anos 80: Enoli Lara mostrando como mexia com a cabeça do brasileiro.

Na minha cabeça a bunda é a coisa mais bonita e desejável que tem numa mulher. É redonda, firme, arrebitada, se divide em dois gomos, tem um buraquinho. Pode ser penetrada pelos dedos, língua, brinquedos e pode ser "simplesmente" fodida. Pode ser beijada, acariciada, lambida, mordida e estapeada. Ou seja, é incrivelmente mais versátil que a vagina e que os seios, no que diz respeito às opções de sacanagem.

E mais: é indissociavelmente uma modalidade de sexo que envolve dominação e submissão. O fato de haver uma leve dor no começo e um desconforto até para as praticantes habituadas, que é superado pelo prazer da manipulação/penetração, gera uma aura psicológica de dominação que excita quem comanda e excita que sem expõe, quem se submete. E essa dominação no sexo eu acho extremamente excitante, e sem dúvida responde por uma boa parte da atração que o sexo anal gera em mim.

Acontece que tudo isso que eu disse eu sempre pensei, discuti com as pessoas, e formei um raciocínio de explicação e justificação pra mim.

Mas tem mais umas dimensões do sexo anal nas quais pensei estes dias, e que queria expôr pras cinco pessoas que acompanham este blog.

Na 2a parte deste texto vou desenvolver melhor o assunto.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Deus da Guerra

Cada vez mais nerd, eu estou jogando atualmente God Of War 2, no Playstation 2.

É um negócio fantástico. Se quando eu era mais novo já era difícil me tirar da frente do videogame - e na época era Telejogo e Atari -, caso eu tivesse um PS2 naquela época, muito provavelmente eu estaria hoje em dia fumando crack e dando o cu pra pagar meu vício de videogame.

Achei um "live action" do jogo, que amoadorei: